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Preço dos Hyundai Palisade volta a gerar dúvidas sobre adjudicação de 18 milhões de meticais


A aquisição de viaturas Hyundai Palisade pelo Conselho Constitucional continua a gerar questionamentos em Moçambique, sobretudo em torno da diferença entre o valor de 18 milhões de meticais associado à adjudicação e os preços apresentados pelos veículos no mercado.

Durante um debate televisivo, intervenientes no programa afirmaram ter estado numa concessionária da Hyundai para verificar presencialmente os preços dos veículos.

Segundo o relato apresentado, o Hyundai Palisade, modelo de 2026, estaria anunciado por cerca de 5,5 milhões de meticais, com IVA incluído. Outros modelos da marca estariam disponíveis por valores inferiores, enquanto algumas viaturas usadas seriam comercializadas por cerca de 3,5 milhões de meticais.

Os intervenientes afirmaram ainda que os preços estavam expostos na parte frontal dos veículos, permitindo aos clientes consultar diretamente os valores anunciados.

Diferença entre o preço de mercado e o valor da adjudicação

A principal questão levantada durante o debate prende-se com a diferença entre os preços observados na concessionária e os cerca de 18 milhões de meticais referidos no processo de aquisição pública.

Segundo os participantes, funcionários da concessionária terão esclarecido que não tiveram viaturas Hyundai Palisade com preço superior a 5,5 milhões de meticais nas condições mencionadas.

Foi também referido que algumas unidades do modelo teriam saído da concessionária nos últimos meses, embora não tenha sido esclarecido, no relato, para que entidades ou compradores foram destinadas.

Viaturas no Conselho Constitucional

A discussão estendeu-se ainda ao destino de algumas das viaturas.

Um dos intervenientes afirmou ter deslocado-se ao Conselho Constitucional e observado duas viaturas Hyundai Palisade estacionadas em frente à instituição.

Segundo o relato, durante a passagem pelo local, uma pessoa teria sido vista a abrir a porta de uma das viaturas.

A presença dos veículos no local foi relacionada com declarações anteriormente feitas no debate sobre a utilização das viaturas adquiridas no âmbito do processo em discussão.

No entanto, a reportagem apresentada não esclarece oficialmente quem são os proprietários ou utilizadores das viaturas observadas, nem confirma, por si só, que os veículos estacionados pertençam ao Conselho Constitucional.

Questionamentos sobre o processo

Os intervenientes também levantaram questões sobre a atuação e a responsabilidade das instituições públicas envolvidas no processo de aquisição.

Durante o debate, foram feitas críticas à forma como o assunto estaria a ser explicado publicamente e defendida a necessidade de esclarecimentos sobre os valores efetivamente pagos, as características das viaturas e o destino das mesmas.

A questão central permanece, segundo os intervenientes: como se explica a diferença entre os preços apresentados pela concessionária e o valor de cerca de 18 milhões de meticais associado à adjudicação?

Até ao momento da informação apresentada na reportagem, não foram incluídos esclarecimentos documentais suficientes para determinar, apenas com base nesses relatos, se os valores comparados correspondem exatamente à mesma configuração, pacote de aquisição, quantidade de viaturas, impostos, equipamentos adicionais ou outras condições contratuais.

Por isso, a diferença de valores continua a ser um dos principais pontos de questionamento no debate público.

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